
Após muitos anos se preocupando com a segurança de seus estabelecimentos e utilitários, os bancos agora enfrentam um novo problema: os assaltos eletrônicos. Sempre houve muito rigor à segurança física das instituições, com cofres bem protegidos, sistema de segurança na entrada dos estabelecimentos, horários especiais de atendimento nos caixas eletrônicos, carros blindados para transporte, entre outros. Mesmo bastante vigiados, sempre houve aqueles que ousaram e conseguiram furar tamanha segurança e levar valores significativos. Mas o que poucos imaginam é que esses valores atualmente não chegam perto do que as instituições perdem em transações eletrônicas todo ano. Apesar de investirem fortemente em segurança nos sistemas eletrônicos, sempre há uma brecha por onde os bandidos conseguem burlá-los, tomando altos valores, e o pior, na maioria das vezes sem deixar rastros.
De acordo com um levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por ano acontecem cerca de 450 assaltos a bancos no Brasil, pondo em risco a vida de milhares de pessoas. Levando em conta a quantidade dessas pessoas, os bancos têm trabalhado para diminuir o movimento dentro dos seus estabelecimentos e para isso têm fornecido mais serviços em seus caixas eletrônicos, internet, celulares e tablets. Além disso, o cliente ganha mais praticidade e rapidez no atendimento. Mas, apesar dos benefícios referentes à segurança física, a prestação de serviços de maneira eletrônica tem gerado prejuízos ainda maiores às instituições e clientes. Acontece que os novos ladrões conseguem obter dados relevantes dos usuários bancários e utilizá-los de maneira indevida. Além disso, têm conseguido invadir os sistemas dos bancos e efetuar transações de roubo. Tudo isso tem impacto nos custos cobrados pelas instituições junto aos clientes, para investirem em sistemas mais seguros, assim como compensar o risco que os envolve.
Os bancos têm perdido
Principais Motivos
Os principais motivos pelos quais as cifras dos valores roubados sobem são que os usuários não prestam atenção na hora de adentrar aos sistemas dos bancos e acabam fornecendo seu número de conta, agência e senha a falsos sites e que apresentam layouts idênticos aos originais. Outro motivo é porque não é feita uma varredura freqüente de vírus no computador e que este possa vir a estar infectado com espiões capazes de capturar tudo o que é digitado no mesmo e repassado aos ladrões.
Outro fator que incentiva bastante os bandidos é que no Brasil não existe uma lei que pune por crimes eletrônicos. Além disso, estes tipos de crime são muito difíceis de desvendar os autores, e facilita o trabalho dos mesmos. Atualmente, quando descoberto o autor, o mesmo é julgado por estelionato, cuja pena é de no máximo cinco anos. Se fosse condenado por roubo a banco, poderia pegar até 15 anos.
A Febraban tem lutado no Congresso para conseguir elaborar leis que punam por crimes
eletrônicos, pois só assim os criminosos serão devidamente condenados, e também criar leis que obriguem os provedores de armazenar por um maior tempo tudo aquilo que foi acessado por seus usuários e facilitar em investigações.
Os primeiros passos para inibir este tipo de crime estão sendo dados por parte das autoridades e instituições. Mas nada adianta investir tanto em segurança se os usuários não colaborarem. É preciso que as pessoas tomem um maior cuidado na hora de digitar o endereço eletrônico das instituições, executem seus antivírus periodicamente de maneira completa, evitem abrir e-mails de bancos, pois os mesmos não mandam e-mail para comunicados e evitem fornecer o número de cartão para compras em qualquer site. Com o esforço de todos, será possível diminuir o número de roubos virtuais e aumentar a gama de serviços on-line.
Fonte: Ralf Drechsler - Supervisor de Tecnologia de Informação e Telecom Rondotec Informática - ralf@rondotec.com.br

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