As telas sensíveis ao toque ou
Algumas alternativas começam a aparecer no mercado, mas esbarram em alguns problemas, como custo de fabricação e qualidade. Atualmente, as telas são fabricadas a partir de óxido de índio-estanho. O índio é um substrato da mineração de chumbo e zinco. Este composto é o preferido pelos fabricantes por apresentarem boa condutividade e opacidade. O óxido de índio-estanho oferece boa condutividade elétrica, o que garante baixos tempos de resposta entre ação de comando e execução e sua transparência garante mais nitidez às imagens. As principais fontes dessa matéria-prima encontram-se na China e ainda não foram encontradas outras reservas capazes
de prolongar sua existência.
A falta desta matéria-prima afetaria o mundo todo, pois já estamos acostumados com os aparelhos que possuem esta tecnologia. Seria difícil imaginar a maioria destes sem este artifício. Inclusive, alguns deles surgiram a partir da tecnologia, como o exemplo dos tablets. Como é um recurso teoricamente novo, eles ainda não aparecem em muitos aparelhos com telas maiores como os notebooks, monitores e televisores, mas que caso se confirme a tendência, devem aparecer no mercado nos próximos anos e consequentemente acelerarão o esgotamento das fontes.
Alternativas
Sabendo da importância do produto, engenheiros e cientistas tentam desenvolver alternativas para este recurso. Das propostas apresentadas, apenas duas são viáveis, mas com ressalvas. A primeira seria uma elaboração conjunta de óxido de cádmio com óxido de índio-estanho. As vantagens do óxido de cádmio são que possuem maior condutividade que o óxido de índio-estanho e são tão transparentes quanto o mesmo. O grande problema é que sozinho o composto é muito instável e deteriora-se rapidamente.
Por isso, a utilização de óxido de índio-estanho traria mais resistência ao produto. Porém, o cádmio é extremamente poluente, além de apresentar risco no manuseio.
Carbono
Outra alternativa seria a elaboração através de nanomateriais de carbono, já que é possível criar inúmeros subprodutos através de alterações nas suas propriedades. Uma delas é o grafeno, que possui ótima condutividade e pouca opacidade e garante bastante qualidade. O grande problema é seu custo. Mas mantendo-se a demanda, é possível que com o tempo o valor dos nanomateriais de carbono se equiparem com o óxido de índio-estranho devido à escassez do mesmo. Isso não significa necessariamente um aumento nos preços dos produtos, visto que os demais componentes dos aparelhos eletrônicos tendem a baixar de preço com o passar do tempo.
Ainda é cedo para se dizer que retrocederemos tecnologicamente em virtude da escassez de recursos. O certo é que se não procurarem soluções interessantes em curto prazo, correremos o risco de futuramente adquirir produtos com elementos tóxicos e perigosos, a fim de satisfazer as necessidades criadas atualmente.
Fonte: Ralf Drechsler - Supervisor de Tecnologia de Informação e Telecom Rondotec Informática - ralf@rondotec.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário